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domingo, 31 de julho de 2016

A EDUCAÇÃO PROÍBIDA


Hoje vi este filme/documentário que ouvi falar por acaso, embora eu não acredite em acasos :) .
Como pesquisadora inata que sou e inconformada com esta sociedade padrão em que somos dirigidos por um grupo que nos manipula mentalmente para sermos como um rebanho (pesquisem https://youtu.be/ChxK3J_z-4U entre outros), e porque tenho uma filha e quero o melhor para ela.
Há muitas coisas que me deixam confusa e sobre as quais me questiono. Esta é uma delas. 
Desde pequenina que  nunca percebi muito bem esta sociedade onde nasci, e cresci. Sempre me senti um pouco como uma extra-terrestre, e como fui educada a respeitar os mais "velhos" nunca exprimi a minha opinião, a não ser nos últimos anos, onde aprendi a ser eu própria, sendo vista como uma ovelha negra quer por alguns membros da minha família, quer por pessoas que frequentam os mesmos espaços que eu.
Sempre fui uma criança muito submissa às ordens dos adultos, pais, professores, etc. Era considerada uma boa aluna na escola primária.
As minhas folhas de avaliação de final de trimestre (ainda tenho algumas) diziam sempre que era uma boa aluna, educada, fresca (aparência externa), com um bom comportamento, participativa, e amiga de ajudar o "outro".





















No entanto, ao mudar de escola algumas coisas mudaram.
As notas das matérias  que eu gostava (línguas, ciências, Educação visual, Trabalhos manuais, tinha sempre nota máxima, mas matemática e história, nunca gostei. A disciplina de Educação musical nunca tive, durante os dois anos que frequentei esse estabelecimento de ensino, nunca houve professores dessa disciplina, que era por sinal a que mais queria, pois sonhava um dia ser cantora :)
Devo dizer que a professora de matemática não ajudou nada para que eu mudasse de opinião. O objecto usado por ela como estimulador de aprendizado era um anel com uma pedra jade com uns 3 cm de comprido e uma altura de cerca de 1,5cm virado para a palma da mão. A minha cabeça ficava a doer o resto do dia tal não era a pancada.
O professor de História, não conseguia cativar a minha atenção e aos demais como eu, apenas se preocupava em dar a aula, e os que gostavam de Historia tinham boas notas, os outros passava à frente.
Mesmo com o seu anel verde, consegui sempre passar com nota 3 a matemática, mas na disciplina de história no 6ª ano, tirei negativa no ultimo trimestre...
Para mim foi traumatizante passar por uma negativa, ainda  que a minha mãe sendo uma pessoa analfabeta, não se tivesse importado, e com o pai ausente, não tinha motivos para me preocupar. Mas foi a primeira vez na escola que me senti inferior, e os professores em questão ajudaram bastante.
Na altura era obrigatório frequentar a escola até o 6º ano.
Assim fiz, mas uma coisa tinha a certeza, a escola não era para mim. Não nasci para competir com ninguém, e essa escola fez questão de mo mostrar.
Disse à minha mãe que não queria continuar a estudar. Ela aceitou de bom grado porque achava que se fosse aprender uma profissão, rapidamente teria um trabalho, e ganharia o meu salário.
A minha irmã que era professora no secundário, desaprovou a minha decisão porque achava que eu era inteligente, e que estava a estragar a minha vida. O meu irmão também, por experiência própria de ter abandonado a escola muito cedo e ter que trabalhar no duro. O meu pai, achou que eu devia continuar e seguir belas artes porque tinha muito jeito para o desenho, mas nada me fez mudar de ideias. Tudo o que mais queria era ver-me livre de anéis com pedras grossas e duras, e competições.
Enquanto frequentei o ensino primário, até gostava da escola, ao ponto da professora achar  que eu viria um dia mais tarde a ser colega dela (professora). Confessou-me o seu desgosto mais tarde quando a visitei e lhe disse que tinha abandonado a escola...
Não me alongando muito mais, ao ver este filme, devo dizer que fez muito sentido para mim os depoimentos das pessoas, opiniões e sugestões, porque realmente o sistema está mais preocupado em formar "robôs" direccionando-os para as áreas que interessa aos que dominam o mundo, tratando os alunos como se fossem números, incutindo matérias que muitas vezes nunca servirão de nada na vida deles, criando uma competição entre eles, porque só os "5s"ou "20s" lhes interessam. Os outros são os elos fracos. Se em vez disso tentassem perceber qual a real vocação de cada um, deixassem escolher o que realmente os fascina, e ensinassem o amor ao próximo, este mundo teria muita gente mais feliz...
Hoje em dia, ensina-se que os médicos não podem criar laços afectivos com os doentes quando está comprovado que o amor cura.
Hoje há crianças hiper activas porque as pessoas não tem tempo para lhes dar amor.
Há crianças hiper activas, depressivas, etc, que são medicados para os manter controlados sem trabalho...
E o povo adormecido e completamente dopado pela sociedade de consumismo em que vivemos nunca se questiona...
Deixo aqui o filme/documentário para quem estiver interessado/a.
Alexandra Fernandes




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